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Tópico: Quantas plantas cultivar por metro quadrado?

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    Quantas plantas cultivar por metro quadrado?

    Quantas plantas cultivar por metro quadrado?

    Por Tricomaria, publicado em CannaDouro Magazine

    Uma das questões com que mais nos deparamos em fóruns canábicos e redes sociais, tem a ver com o número de plantas adequado para um cultivo em interior. Uma dúvida que é mais habitual entre os cultivadores menos experientes, uma vez que procuram não desperdiçar espaço nem tampouco exagerar no número de plantas. Tudo isto tendo em vista, sempre, uma maximização da produção final.

    Apenas por uma questão de correcção técnica, vamos tomar por princípio um cenário em que o cultivo para consumo próprio é legal e não limitado a um determinado número de plantas.

    Quantas plantas devemos cultivar por metro quadrado?

    A resposta a esta questão depende desde logo da técnica de cultivo que pretendemos utilizar. Por exemplo, um SOG (Sea Of Green) implica sempre a utilização de um número de plantas superior ao de um cultivo em ScrOG (Screen Of Green). Por outro lado, um cultivador que pretende chegar à colheita tão rápido quanto possível, deverá usar mais plantas que um cultivador que não se importa de esperar umas semanas mais.

    Porém, seja qual for a técnica de cultivo e a preferência de cada um acerca do tempo de cultivo, há um importante conselho que se pode partilhar com todos os cultivadores: Quanto mais terra usarmos, maiores serão os frascos de vidro que vamos usar no final para armazenar a colheita. Desta forma, tomando por exemplo um dos modelos de cultivo mais comuns em indoor, com iluminação de 600wHPS e 1 metro quadrado de área de cultivo, podemos optar pelas seguintes configurações:

    - 4 vasos de 40 litros (um total de 160 litros de terra);

    - 9 vasos de 18 litros (um total de 162 litros de terra);

    - 16 vasos de 11 litros (um total de 176 litros de terra);

    - 25 vasos de 7 litros (um total de 175 litros de terra).

    Sabemos que ao usar esta quantidade de terra (160-175 litros) por metro quadrado, a produção final será maximizada. Por este motivo, sempre que tal seja possível, devemos preencher toda a zona inferior do nosso armário de cultivo com vasos. Excepto talvez durante o verão, em que poderá ser importante deixar algum espaço entre os vasos para uma melhor circulação de ar nessa zona. Caso contrário, um espaço de 2 centímetros entre cada vaso é mais que suficiente.

    Se usarmos vasos de 7 litros (18cm x 18cm), conseguimos encaixar 25 plantas na nossa área de 100cm x 100cm. Desta forma, com menos terra por planta, podemos passar as plantas para floração logo praticamente após a sua primeira semana de vida. Vamos colher menos quantidade por planta, mas mais quantidade por semana de cultivo. Ou seja, a média de produção de flores secas por semana de cultivo, será superior, uma vez que o cultivo é completado num espaço de tempo mais curto.

    Se usarmos vasos de 11 litros (22cm x 22cm), conseguimos encaixar 16 plantas na mesma área. Neste caso, como temos menos plantas a competir pelos 100cm x 100cm de área no nosso cultivo, as plantas terão mais espaço para se desenvolver lateralmente. Logo, daremos umas 2 ou 3 semanas de vegetativo, antes de passar para 12/12 (12 horas de luz e 12 horas de escuridão por dia) por forma a que se inicie a floração. A produção por planta será superior, mas temos menos plantas e a colheita tarda uns 15 a 20 dias extra a chegar. Se essa espera não for um inconveniente para o cultivador, pode valer a pena optar pelos 16 vasos, poupando-se desta forma algum trabalho.

    Os vasos de 18 litros já justificam pelo menos uns 25 dias de vegetativo, até para que as plantas tenham tempo de estender as suas raízes por todo o espaço disponível do vaso. A colheita demorará ainda mais tempo, a produção por planta é superior, mas a produção por semana poderá ser inferior. Um número inferior de plantas, 9 neste caso, simplificam um pouco todos os processos de cultivo.

    Já os vasos de aproximadamente 40 litros ou, neste caso, 4 plantas por m2, apenas se justificam se o cultivador pretende fazer LST (Low Stress Training) ou ScrOG. Ambas as técnicas permitem “lateralizar” a planta, por forma a que se consiga formar uma canópia densa e uniforme. Explicado por outras palavras, pouca ou nenhuma luz deve poder chegar ao chão do armário. Se não chegar luz directa ao chão do armário e os topos das plantas estiverem sensivelmente à mesma altura, sabemos que fizemos um bom trabalho.

    Com recurso ao LST ou ao ScrOG, técnicas de cultivo que abordaremos numa das próximas newsletters CannaDouro, as plantas ficam com uma estrutura bastante arbustiva e controlamos (com cordas no LST e com redes no ScrOG) a altura de todos os ramos das plantas, por forma a que estes se posicionem todos à mesma altura. Como este trabalho de posicionamento dos topos implica dar tempo à planta para se desenvolver, podemos contar com um vegetativo de mais de 40 dias. Será sempre a opção mais demorada, mas com menos plantas, com uma maior interacção com a planta e, quando bem efectuado, podemos obter uma colheita mais abundante que com 9, 16 ou até 25 plantas.

    Numa última nota, acrescentar que para um cultivador com muita experiência, particularmente no recurso a podas para controlar a estrutura das plantas, é possível tirar partido de um cultivo de 4 plantas por m2 mesmo sem recurso a LST ou ScrOG.

    Quem se aventura num cultivo de 1 única planta em 1m2 com 600wHPS?

    - Uns 5 meses e 200 litros de terra depois teríamos uma colheita igual à de 25 plantas.


  2. The Following 2 Users Say Thank You to Tricomaria For This Useful Post:

    rhucas (11-14-2021),Shariff (11-08-2021)

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