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Tópico: Ministra da Justiça Portuguesa defende despenalização de uso de drogas leves

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    Ministra da Justiça Portuguesa defende despenalização de uso de drogas leves

    Ministra da Justiça defende despenalização de uso de drogas leves









    A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, afirmou no sábado, que concorda com a despenalização do uso de drogas leves, para que "não haja criminalidade altamente organizada e branqueamento de capitais".

    "Está demonstrado, e para mim foi muito claro com a lei seca nos Estados Unidos, que a repressão nessa matéria, a proibição, leva a que se pratiquem aqueles crimes e crimes associados. Nesse contexto, eu entendo que há vantagens em fazer essa liberalização. Embora não goste da palavra. O que estamos a falar é despenalizar", afirmou a ministra em entrevista à rádio TSF.

    Para Paula Teixeira da Cruz, a despenalização do consumo de drogas leves - disponibilizando-a, por exemplo, em farmácias - representa não um ganho para o Estado, mas sobretudo para os cidadãos, porque não alimenta um negócio "profundamente rentável".

    "É para que não haja criminalidade altamente organizada e branqueamento de capitais nessa matéria", afirmou a ministra da Justiça.

    Lusa



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    Bem bom

    Até a barata tonta se rende perante as evidências

    Quando são os próprios conservadores de direita que já o admitem, então é sinal que podemos estar muito perto de uma mudança positiva. Não acredito que se mude logo para o cenário ideal (o da despenalização, também, do cultivo para consumo próprio), mas no dia em que o medicinal for legal, vão certamente surgir médicos canábicos, especializados nos efeitos da canábis em determinadas patologias, que possam receitar canábis aos seus doentes.

    E é a partir daí que começa a cair o mito, tal como aconteceu nos Estados Unidos, em que poucos anos de canábis medicinal ajudam a que todos entendam que a planta é inofensiva e que só um modelo de legalização poderá reduzir o (ainda) residual impacto negativo na sociedade. É também a partir daí que os cultivos para consumo próprio deixarão de ser perseguidos e que surgirá toda uma estrutura legal de produção e venda de canábis que dará milhões de euros todos os meses ao estado, tirando vários milhares de pessoas do desemprego e beneficiando indirectamente a facturação de milhares de empresas dos mais variados sectores de actividade.

    É óbvio que esta posição por parte da ministra da justiça é influenciada pelos lobbies que a controlam e que já perceberam que a cada mês que passa mantendo a atual lei, são milhões que se perdem. Se o Infarmed já gere um cultivo em território nacional de canábis medicinal que é enviada para o Reino Unido, onde mais tarde realmente se cria valor e se dá emprego, porque não fazê-lo também por cá?

    Quando há dinheiro para se ir buscar, há sempre quem esteja disposto a fazê-lo e penso que se chegou agora a esse ponto.

    Em termos politicos o timing poderá não parecer o mais ideal, mas nem tudo o que parece é. Se a maioria de nós está convencido de que só com a (expectável) mudança de governo é que algo poderá mudar nas leis canábicas, também não deixa de ser verdade que a mudança poderá até acontecer antes. Esta ministra saberá certamente que a posição que hoje tomou não lhe vai roubar votos à direita. Aliás, dadas as circunstâncias atuais, quem nas próximas eleições mantém a intenção de votar nos partidos de direita é porque o faz por puro fanatismo, é pessoal que cuja cor de partido é como a cor futebolística, nunca vão a mudar.

    Não é por uma ministra assumir este tipo de posição (daí também o cuidado em não falar em legalização mas sim despenalização), que eles vão deixar de votar no partido que já pensavam votar. E, ao mesmo tempo, consegue ganhar a simpatia de alguns eleitores de centro ou centro esquerda. Porém acredito que os motivos deste assumir de posição não são politicos mas sim económicos, por influência dos lobbies que já se preparam para arrecadar grande parte dos dividendos que a legalização trará consigo.

    Esperemos que se mude a lei o mais rápido possível e que para isso não sejam precisos referendos nem consultas públicas. Quando eles decidiram tornar a semente ilegal, também não se fez nenhum referendo ou consulta pública, assim como tantas outras alterações nas leis que são feitas todas as semanas em que o povo não é consultado.

    Se a canábis medicinal ficar legal em Portugal, então o modelo de clube social de consumidores ganha argumentos que nem em Espanha existem, já que em Espanha o próprio consumo não está ainda descriminalizado. Em Espanha contorna-se (sábiamente) a situação para que se evite que se considere crime, cá basta contornar a coisa para que se evite que se considere penalizável (pois já há mais de 10 anos que não é crime). Mas isto já é algo que se pode dizer na actual situação de ilegalidade, uma mudança como a ministra defende faria com que vários médicos e advogados se especializassem no tema e com isso tudo sería mais fácil no que às questões de associativismo canábico diz respeito.

    Se 4% dos portugueses consumirem canábis (e é para esse número que apontam os relatórios oficiais), estamos a falar de 400 mil pessoas. Se se criar um modelo de cooperativa canábica que escoa produto através de dispensários (ao estilo dos Estados Unidos), então é possível que pequenos cultivadores se associem a cooperativas que abasteçam dispensários que por sua vez forneçam canábis a essas 400 mil pessoas. Se a cada pequeno cultivador (legal, com certificação e licença) for imposta uma quota de produção limite de forma a que produza o suficiente para satisfazer o consumo de 50 pessoas, então 400.000 a dividir por 50 dá 8000 e, portanto, estamos a falar de 8000 postos de trabalho.

    Se de cada um dos 50 "clientes" o produtor receber (por exemplo) 30 euros mensais, então 30x50=1500 euros, que sería o rendimento mensal de cada um desses 8000 produtores. Valor que chega para pagar toda a despesa associada à produção e ainda sobra certamente algo mais que um ordenado mínimo. Portanto, só na produção, é possível criar 8000 postos de trabalho directos, que vão ganhar dinheiro que vem do bolso de consumidores que, hoje em dia, o gastam no mercado negro (não pagando imposto e, pior ainda, indo parar ao estrangeiro e/ou a redes criminosas que obrigam em muitos casos a mais investimento em segurança).

    Obviamente que estes números servem apenas para dar um exemplo do que se podería fazer, a realidade é muito mais relevante e positiva que isto. Basta imaginar que muitos destes 8000 produtores precisariam também de encontrar local para produzir e isso faria com que muitos imóveis (armazéns, por exemplo) que a crise "desactivou", pudessem ser arrendados e voltar a gerar rendimentos aos seus proprietários, também eles pagantes de impostos e que depositam os seus rendimentos em bancos portugueses.

    Bem como todos os outros serviços contratados na produção e comercialização da canábis, entre os quais contabilistas, gestores, advogados, fiscais, carpinteiros, pintores, electricistas, serviçoes de limpeza, designers, motoristas, redes de distribuição, comunicação social (como revistas canábicas), enfim, até as vidreiras poderiam explorar a oportunidade produzindo bongos e frascos de conservação.

    Não chegando a falar de marcas de fertilizantes, de mortalhas, growshops, bancos de sementes, etc, que são empresas que hoje em dia empregam mais de 4000 pessoas em Espanha e que geram também elas todos os meses milhões de euros em impostos para os cofres do estado.

    É tão óbvio que até a barata tonta se teve que render

    tommy
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    E entretanto ....

    ... "Passos Coelho desautoriza ministra da Justiça. Despenalizar drogas leves "não é matéria que esteja no programa do Governo"


    São declarações que "ela [Paula Teixeira da Cruz] fez muito a título pessoal", diz Passos Coelho.

    O primeiro-ministro garantiu hoje que a despenalização do uso de drogas leves "não é matéria que esteja no programa do Governo" e disse que as declarações da ministra da Justiça, nesse sentido, foram feitas "a título pessoal"


    "Não é matéria que esteja no programa do Governo, não é uma discussão que tenha sido travada no seio do Governo, não estou inteirado das circunstâncias em que a ministra Paula Teixeira da Cruz terá feito essas afirmações, mas concluo que ela as fez muito a título pessoal", afirmou o governante à margem da inauguração do quartel de bombeiros de Vale de Cambra.


    Passos Coelho respondia assim às afirmações da ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, que afirmou concordar com a despenalização do uso de drogas leves, numa entrevista à rádio TSF, para que "não haja criminalidade altamente organizada e branqueamento de capitais".


    "Está demonstrado, e para mim foi muito claro com a lei seca nos Estados Unidos, que a repressão nessa matéria, a proibição, leva a que se pratiquem aqueles crimes e crimes associados. Nesse contexto, eu entendo que há vantagens em fazer essa liberalização. Embora não goste da palavra. O que estamos a falar é despenalizar", afirmou a ministra.


    Para Paula Teixeira da Cruz, a despenalização do consumo de drogas leves - disponibilizando-a, por exemplo, em farmácias - representa não um ganho para o Estado, mas sobretudo para os cidadãos, porque não alimenta um negócio "profundamente rentável".




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  7. #4
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    é cada um a remar pro seu lado...e assim está o nosso pais onde rende mais ser corrupto do que nao ser!!!n é por acaso que a economia paralela representa 40% do pib do nosso pais...Com coelhos e raposas não vamos a lado nenhum...
    Última edição por Moxu666; 02-09-2015 às 02:47.

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    Ah, ah...

    Dom Pedro Coelho, o desmancha prazeres

    Mas isto não é novidade, o que é que se podia esperar? Que ele dissesse "sim senhor, é já para a semana que vem" ?

    Hoje o que ficou claro é que em Portugal, num governo de coligação de direita, o ministério da justiça não se opõe ao processo de alteração da lei. Segundo eu percebi hoje de manhã quando li a noticia, não se passou nada mais além disso. O que vamos observando é que se vão coleccionando vontades... e esta de hoje é uma vontade de tremenda relevância.

    Até porque se num governo de direita é assim, num de esquerda não poderá ser de maneira diferente e, com isso, ficamos a saber que da parte do ministério da justiça há não só portas abertas como também vontade de mudar e aproveitar tudo o que de bom virá atrás.

    No fundo, o grande problema aqui é que a ministra fala "a título muito pessoal", enquanto o Passos Coelho fala "a título dos interesses dos poderosos que mandam no país", porque se o Coelho falasse também ele "a título pessoal", diria mais ou menos algo como o que este jovem sensato nos disse um dia:



    Citação Postado originalmente por I-Online



    por Ana Sá Lopes, Publicado em 02 de Abril de 2010 |


    A mudança radical que ocorreu no PSD há uma semana tem passado despercebida. Pela primeira vez na sua história, o partido social-democrata elegeu um líder não católico que defende, por exemplo, a adopção por casais homossexuais - uma ideia que o governo Sócrates vetou por recear uma espécie de alarme social. Pedro Passos Coelho já tinha sido favorável à despenalização do aborto, admitiu a liberalização das drogas e atacou o Presidente da República por causa do veto à lei do divórcio de Sócrates. Também para Passos Coelho, a idealizada família tradicional não é um dogma - existem várias famílias.

    Mas as opções pessoais do novo líder contagiarão um partido que ao longo da sua história tem alinhado com as ideias mais conservadoras nos costumes? "Pedro Passos Coelho nunca fez dessas ideias causas políticas. Ele não tenta impô-las à sociedade e é por isso que o partido respeita a posição dele", afirma ao i um amigo e colaborador próximo, concorrendo para a ideia de que, neste capítulo, dificilmente o PSD mudará do dia para a noite.

    Em entrevista ao i, Passos Coelho defendeu a adopção por casais homossexuais, considerando que a lei aprovada pela Assembleia da República corre o risco de ser inconstitucional por proibir expressamente que os gays e as lésbicas casadas adoptem. Curiosamente, essa questão não suscita dúvidas constitucionais a Cavaco Silva, que enviou a lei para o Tribunal Constitucional, sem questionar a proibição da adopção.

    Ora, para o novo líder do PSD, "a homossexualidade ou a heterossexualidade não tem de ser um critério para a adopção. Quando avaliamos as condições em que determinada pessoa deve poder adoptar, o critério não é saber qual é a sua orientação sexual. Deve ser saber se tem ou não tem condições de estabilidade emocional, maturidade, autonomia financeira". Esta posição de Passos Coelho é partilhada por Paula Teixeira da Cruz, que o novo líder chamou para fazer a proposta de revisão do novo programa do PSD.

    Ninguém esperará ver Pedro Passos Coelho a subscrever a famosa frase de Manuela Ferreira Leite - "o casamento tem como objectivo a procriação" - e que fez as delícias do PS na última campanha eleitoral. O argumento do "passadismo" nos costumes não poderá mais ser utilizado pelo PS contra o PSD. Tal como Sócrates, Pedro Passos Coelho assumiu ter fumado um charro. "Tinha talvez os meus 16, 17 anos. Estava num grupo de amigos, passaram-me um cigarro, eu não sabia o que era. Fumei, não gostei do sabor. Percebi depois pelos comentários que era qualquer outra coisa. Não fumei enganado, nem estou a desculpar-me! Não tenho nenhum problema em ter fumado! Eu comecei a fumar cigarros em minha casa sem ter pedido autorização a ninguém...", disse na recente entrevista ao i.

    Apesar de ter excluído qualquer matéria fracturante do seu livro "Mudar", Pedro Passos Coelho defendeu, num encontro com blogueres antes da campanha para as directas, que as vias convencionais de combate à droga não estão a funcionar, admitindo as propostas de descriminalizar do consumo e liberalizar a sua venda, se houver um acordo alargado entre Estados. Esta posição anti-proibicionista é há vários anos defendida por Paulo Teixeira Pinto, que Passos Coelho escolheu para seu presidente da Comissão de Honra.

    Mas o corte epistemológico entre os dois PSD - o conservador e o passista-liberal - ficou evidente quando o Presidente da República decidiu vetar a nova lei do divórcio, que facilitou os trâmites da dissolução do casamento e aboliu a identificação de "culpas".

    "Tenho muita pena que o Presidente da República tenha vetado a lei do divórcio, sobretudo com aqueles argumentos", disse na altura o ex-candidato à liderança do PSD, em declarações ao "Diário de Notícias." Para Passos Coelho, que defendeu a lei, "os argumentos que foram produzidos pelo Presidente da República traduzem uma concepção da família e da sociedade que está um pouco ultrapassada".

    O Presidente da República, católico, sempre foi um conservador nos costumes. Em 1993, fez um famoso discurso em defesa dos valores da família tradicional que foi muito criticado dentro do seu partido, nomeadamente por Pacheco Pereira. Marcelo Rebelo de Sousa também é profundamente católico - é a ele que o país "deve" o atraso na despenalização do aborto, quando forçou a realização do referendo e convenceu o católico Guterres, que se preparava para aceitar que a maioria PS-PCP no parlamento aprovasse a lei. Durão Barroso, Santana Lopes, Marques Mendes e Luís Filipe Menezes são menos conservadores, mas mantiveram a linha. Manuela é autora da frase: "Casamento é casamento, outra coisa é outra coisa".


    _________________________________
    Fonte: http://www.ionline.pt
    Em: http://www.ionline.pt/conteudo/53657...ou-fracturante
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  11. #6
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    Legalizar 'venda' de drogas leves? Talvez seja só um "estado de alma" da ministra da Justiça



    PCP considera "precipitada" a proposta de Paula Teixeira da Cruz. PS diz que são declarações "muito pouco profundas".
    São pelo menos três as perguntas. "O fornecimento seria com receita médica ou para consumo lúdico? Como é que um médico poderia passar uma receita com esse objetivo? Seria para todas as drogas e em que circunstancias?"

    Carlos Gonçalves, do PCP, em declarações à TSF, espera para ver a confirmação "de um possível estado de alma de Paula Teixeira da Cruz".
    Para o PCP, a proposta é "precipitada". E aguarda por mais esclarecimentos.

    Já a deputada Maria Antónia Almeida Santos (PS) , presidente da comissão parlamentar de saúde concorda, em tese, com a ideia de que a disponibilização de drogas nas farmácias pode levar a uma quebra na criminalidade.

    Em declarações à TSF, a deputada socialista pede à ministra que clarifique a ideia porque as declarações foram "muito pouco profundas".

    Maria Antónia Almeida Santos diz ainda ter "algumas dúvidas"porque a comunidade científica não é unânime em relação à divisão, estabelecida pela ministra Paula Teixeira da Cruz, entre drogas leves e drogas duras.
    A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, afirmou este sábado, que concorda com a despenalização do uso de drogas leves, para que "não haja criminalidade altamente organizada e branqueamento de capitais".

    "Está demonstrado, e para mim foi muito claro com a lei seca nos Estados Unidos, que a repressão nessa matéria, a proibição, leva a que se pratiquem aqueles crimes e crimes associados. Nesse contexto, eu entendo que há vantagens em fazer essa liberalização. Embora não goste da palavra. O que estamos a falar é despenalizar", afirmou a ministra em
    entrevista à rádio TSF.

    Para Paula Teixeira da Cruz, a despenalização do consumo de drogas leves - disponibilizando-a, por exemplo, em farmácias - representa não um ganho para o Estado, mas sobretudo para os cidadãos, porque não alimenta um negócio "profundamente rentável".

    "É para que não haja criminalidade altamente organizada e branqueamento de capitais nessa matéria", afirmou a ministra da Justiça.

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    Drogas leves? Só para uso terapêutico, defende João Goulão



    Presidente do Serviço de Intervenção dos Comportamentos Aditivos discorda da proposta da ministra da Justiça, no sentido da legalização da venda das drogas leves.

    O presidente do Serviço de Intervenção dos Comportamentos Aditivos (Sicad), antigo Instituto da Droga, não vê “grande vantagem” em facilitar o acesso às drogas leves através da legalização da venda. Só para uso terapêutico, defende João Goulão.

    João Goulão reage, assim, em declarações à Renascença, à sugestão da ministra da Justiça no sentido da venda de drogas leves nas farmácias, defendendo, que a eventual venda de drogas leves nas farmácias só deverá ter como objectivo o uso terapêutico.


    “Não temos grande vantagem em aumentar a disponibilidade. A venda nas farmácias, à partida, imagino eu que esteja condicionada pela existência de uma prescrição. Uma prescrição pressupõe uma indicação clínica para o uso desta substância”, afirma o presidente do SICAD.


    Uma solução “à holandesa, onde as pessoas podem consumir produtos de canábis, poderia ser uma via”, mas apresenta contradições.


    “Aquilo que é incongruente na experiência holandesa é que a porta da frente desses estabelecimentos procede a um comércio legal, mas não está regulada a forma como a canábis chega à porta dos fundos. Chega através de circuitos ilícitos”, refere João Goulão.


    “Há aqui vários aspectos que devem ser discutidos. A questão das farmácias faz sentido se se assumir o uso terapêutico desta substância”, sublinha o presidente do Serviço de Intervenção dos Comportamentos Aditivos.


    A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, defendeu, em entrevista à TSF, um quadro de despenalização do consumo de drogas, sublinhando que uma lei idêntica à adoptada nos Estados Unidos permitiria benefícios a Portugal no combate à criminalidade.


    O primeiro-ministro garantiu que a despenalização do uso de drogas leves "não é matéria que esteja no programa do Governo" e disse que as declarações da ministra da Justiça, nesse sentido, foram feitas "a título pessoal".

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    Hehe...

    Até saltam, parece que para alguns está a ser bem difícil ficar-se calado nestas matérias. Os da esquerda ao que parece estão indignados por esta vontade ter sido demonstrada à direita, ainda lhes roubam os louros da mudança da lei. É um problema. O João Goulão acha sempre que sim mas com limites, porque não havendo limites o homem tem medo que o tacho dele passe a fazer menos sentido e deixe de existir, ou tenha que ser totalmente remodelado, coisa que ele não quer pois já se acomudou.

    Mas para que é que o Goulão vai buscar o exemplo da Holanda (que está em decadência) quando tem um exemplo (em ascensão), o dos Estados Unidos, que resolveu esse mesmo problema que ele aponta? Óh Goulão... esse problema já está resolvido e nem é que só exista uma maneira do resolver. Aliás, num dos meus anteriores posts proponho uma resolução que até ajudaría a criar 8000 postos de trabalho no nosso país.

    O resto são as habituais falácias... e ainda falta chegar a opinião dos tradicionais proibicionistas, que dificilmente se vão conseguir manter calados.

    Mas sim, o que nós neste momento queremos é que a canábis esteja disponível para uso terapêutico e que possa (portanto) ser receitada por médicos. Tratem lá disso que a partir daí (podendo estudá-la e defendê-la sem correr riscos legais) é um saltinho até todos perceberem que afinal a canábis não é assim tão má quanto se dizia. Nos estados dos Estados Unidos em que a venda para consumo recreativo se tornou legal, também houve um espaço de tempo em que apenas o consumo medicinal era legal. Mas não durou muito até todos perceberem que os riscos de legalizar o recreativo eram mínimos e que, por outro lado, as vantagens eram (e são) imensas.

    tommy
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    o pior deles todos é o O presidente do Serviço de Intervenção dos Comportamentos Aditivos
    mas ao menos serviu para se levantar a questao e se saber o que pensam
    o passos ainda bem que foi sincero, assim a comunidade cannabica ja sabe que n devemos votar nele
    eheheh
    abraços

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    Entretanto o Bloco de Esquerda aproveita a boleia e ....


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