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Tópico: Portugal autoriza primeira plantação de cannabis destinada a medicamentos para o UK

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    Portugal autoriza primeira plantação de cannabis destinada a medicamentos para o UK

    Portugal autoriza primeira plantação de cannabis destinada a medicamentos para o Reino Unido

    Autorização foi dada pelo Infarmed e é a primeira do género. Destina-se a uma espécie de cannabis com concentrações muito baixas de THC, a substância psicotrópica da planta.



    Portugal vai acolher, durante o período de pelo menos um ano, uma plantação de cannabis destinada à produção de medicamentos no Reino Unido. A autorização foi dada pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) e publicada em Diário da República. É a primeira concessão deste género, diz o Infarmed, que ressalva que a planta terá baixos níveis da principal substância psicotrópica associada à cannabis.

    A autorização foi concedida ainda em Setembro pelo regulador português no âmbito das suas funções e publicitada através do aviso n.º 10618/2014, em que se explica que o direito ao cultivo e à exploração de cannabis sativa foi dado a uma empresa pelo período de um ano, que pode ser renovável por igual período caso o Infarmed nada diga até 90 dias antes do fim do prazo.

    Questionado pelo PÚBLICO, numa resposta escrita, o Infarmed confirmou que “a sociedade Terra Verde, Lda. está autorizada para o cultivo de cannabis sativa em Portugal, para realizar um projecto de investimento que consiste na plantação de cannabis sativa e a sua transformação em pó que será exportado 100% para o Reino Unido e utilizado para a produção de medicamentos a utilizar no alívio da dor derivada da doença oncológica, na esclerose múltipla e na epilepsia”. A autoridade do medicamento garantiu, também, que “esta é a primeira autorização deste género” alguma vez dada, numa altura em que se está a tornar mais comum a utilização da cannabispara fins terapêuticos.

    O PÚBLICO tentou contactar a Terra Verde de várias formas ao longo de duas semanas, mas não foi possível. De acordo com a informação disponível na Internet, a empresa tem sede no Montijo e terá sido criada ainda em 2014, destinando-se à produção e comercialização de produtos farmacêuticos e componentes naturais para a indústria farmacêutica a partir de plantas naturais. Não há nenhum contacto de email ou telefónico disponível online, nem registado no serviço de informações de rede fixa, nem nas várias operadoras de rede móvel. Na sede da empresa, num prédio de habitação no Montijo, ninguém abriu a porta e na anterior empresa em que o sócio maioritário trabalhava nenhuma chamada foi atendida.
    Também não há nenhum telefone registado na residência de David Yarkoni, detentor de 4500 euros do total de 5000 euros de capital social da Terra Verde. Tentou-se, ainda, o contacto através da rede social Linkedin, mas o engenheiro agrónomo israelita que está em Portugal desde a década de 1980 não respondeu. Foram também enviadas questões para a sócia minoritária, a GW Pharmaceuticals PLC, mas não houve resposta. O laboratório do Reino Unido é detentor do medicamento Sativex, que de acordo com a bula disponibilizada em português pelo Infarmed é um “nebulizador bucal que contém extractos de cannabis chamados canabinóides”.

    Ainda sobre a plantação, o Infarmed sublinha, por seu lado, que a espécie decannabis alvo de autorização é a que tem “alto teor de canabidiol (CBD) e baixo teor (inferior a 2%) de tetrahidrocanabinol (THC)”, a “substância psicotrópica” da planta em causa. O THC é o responsável pelos efeitos psicomotores da cannabis e já existem situações em que a concentração chega aos 30%, sendo esta subida a principal fonte de preocupação das autoridades.

    Na mesma nota, o regulador recorda que é ao Infarmed que cabe esta decisão no âmbito das suas funções legalmente determinadas. Aliás, o Decreto-Lei n.º 15/93, de 22 de Janeiro, que estabelece o regime jurídico do tráfico e consumo de estupefacientes e psicotrópicos, determina que cabe a esta autoridade “estabelecer os condicionamentos e conceder autorizações” para casos como a plantação de cannabis “dentro dos limites estritos das necessidades do país, dando prevalência aos interesses de ordem médica, médico-veterinária, científica e didáctica”.

    Estas normas foram, posteriormente, explicitadas pelo decreto-regulamentar n.º 61/94, de 12 de Outubro que, entre outros assuntos, afirma que os excedentes que ultrapassem os 10% da produção autorizada têm de ser destruídos. Também em 1999 foi feito um aditamento ao decreto de 1994 que reforça que “a cultura de cânhamo industrial (cannabis sativa L) tem vindo a ser alvo de um crescimento exponencial nos países industrializados, não sendo alheio a tal facto as suas inegáveis vantagens ecológicas para além da sua rentabilidade” – sendo neste caso o destino a indústria têxtil.

    Considera-se reflexo disso “as variedades de sementes da referida planta que vêm surgindo, de baixo teor psicoactivo, de cultivo autorizado e, inclusive, subsidiado ao abrigo de regulamentação comunitária, com o objectivo de obtenção de fibra” – sendo a baixa concentração de THC uma garantia de que não devem existir usos indevidos da planta.

    Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noti...-unido-1670750

    Última edição por Mr.Ganja; 10-11-2014 às 15:47.
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  3. #2
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    Boa cena!!!!! Ja estamos um passo a frente para conseguirmos atingir o nosso comum objetivo q e a legalização

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  5. #3
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    palhaçada, vamos ter uma plantação de cannabis para depois ser exportada para o reino unido?? e os nossos doentes?? afinal tem capacidades curativas ??
    se eles podem, nos também pode-mos, muito mais quem cultive especies cbd, é pelo menos um avanço no sentido das pessoas poderem finalmente entender que a planta tem capacidades medicinais, mas se vai ser feito no nosso País, devia ser para uso dos nossos doentes
    noticias como esta deixam-me indignado , mas claro tem o componente dos euros, e cultivar cá para depois ir para outro país deve ser bom para a conta de alguém, enfim.

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  7. #4
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    é um avanço, porém mais pro lado industrial farmaceutico... Nota-se a preocupação da empresa em se manter low profile e explicitar que fabrica medicamento... medicamento esse que poderá ser adquirido em qq famácia..

    fiquem de olho irmãos portugueses!!!

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  9. #5
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    Tenho de ir pedir uma autorizacao a infarmed tambem lol ha ha ha

    Vi esta noticia quando tava na minha hora de jantar la no trabalho e ate gostei de ouvir mas tem muitos se naos enfim...ja e um avanco na mentalidade dos portugueses que seguem o modelo americano e ingles.
    Última edição por ricardopunxs; 10-10-2014 às 02:31.

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  11. #6
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    e tudo muito recente e muita gente diz que não e um passo importante. eu n concordo! so de ouvir a palavra "cannabis" a entrar na nossa comunicação social, jornais e afins ja e extremamente interessante e poderá ser tema para ser debatido na assembleia mais tarde, dado que já terá sido feita a utilizaçao de cannabis para fins medicinais anteriormente.

    cumps

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  13. #7
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    Boas!

    Esta é das tais que tanto pode ser boa como má, apenas depende do ponto de vista através do qual se encare a situação. Eu, antes de mais, sou levado inevitavelmente a fazer um comparativo com o cultivo de ópio no Alentejo para produção de medicamento (morfina) na Escócia. E, na minha opinião, é uma exploração desavergonhada dos recursos do país. A transformação da colheita em medicamento ocorre no país estrangeiro e é aí que se dá emprego a mais de uma centena de pessoas mas, mais importante que isso, é na Escócia que o produto ganha valor.

    Por cá, além do arrendatário dos 6000 hectares que recebe um valor de mercado pelo aluguer do terreno, não tenho conhecimento de que mais ninguém lucre com o "negócio". Na Escócia sim, é criada riqueza, de vários milhões certamente e só lamento não ter conhecimento de qual será esse número em concreto. Neste caso soa-me tudo muito parecido a quando esta noticia do cultivo de ópio saíu em 2011. Neste caso são os ingleses e israelitas que vão tirar dividendos, como se em Portugal ninguém soube-se cultivar esta planta. Até temos quem se organize e registe, tal como os nossos colegas da CANAPOR

    Sabe-se ainda que a empresa designada pelo Infarmed para produzir (cultivar) as plantas de canábis tem um capital social de 5 mil euros e que um Israelita detém 90% desse capital social.

    Por outro lado, claro que tudo o que seja falar no nome da planta nestes termos é positivo para o evoluir da situação. Concluo que o Infarmed reconheça valor terapêutico na planta e seus componentes e que, por isso, ganhamos mais um argumento na nossa primeira metade da luta: a da canábis como medicamento.

    Tal como já estamos habituados, a noticia está minada de incorreções ao nível da terminologia e da linguagem técnica. Também faz uma abordagem que se enquadra num padrão científico dúbio, mas não vou alargar muito o meu post com criticas aos senhores jornalistas, porque neste caso até está um trabalho bastante aceitável.

    É esperar para ver o que efetivamente acontece, mas a meu ver e apesar de tudo, o certo é que ganhámos mais um argumento.

    Saudações canábicas!

    tommy
    The more you try to erase me, the more that I appear

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